Xeque Mate


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Isto é um documento pessoal, mais um desabafo do “self for myself” do que algo relevante para terceiros, ou quartos...

O Acontecido. É dele que eu quero falar.
Mas o que aconteceu?

Bom, nesses últimos meses minha vida percorreu um rumo inesperado, se encontra totalmente fora do que eu havia planejado, indiscutivelmente diferente do que eu programei. Mas, com o perdão da piada a mim mesmo, sempre fui meio “do contra” e “imprevisível” mesmo, né?

Seis meses se passaram. Minha mente mudou muito, meus sentimentos confusos e transtornados empalidecem meu coração. Meu corpo também mudou, com certeza. Mas o que não se compara em termos de mudanças é, de fato, a minha vida.

É incrível e igualmente perturbador quando você percebe que seu “Castelo Encantado” não existe mais por um simples e repentino sopro maldito, que seu “Reinado Forte” foi ao chão por causa de uma vírgula, que sua “Torre Mestra” mais era uma feita de cartas de baralho, e que agora se encontra aos montes espalhadas.

Perdi muitas coisas, muitas chances, muitas pessoas... E isso me deixa tão fraco de uma forma nunca sentida para uma reconstrução da obra.

Perigoso ou infantil vislumbro minha vida num tabuleiro de xadrez onde tenho peças mais importantes, outras subjugáveis. Tenho que pensar constantemente em uma nova estratégia... “Jogo conforme o jogo”. Bom, era mais fácil pensar assim até o quadro virar, até então eu era quem estava ganhando.

E sabe qual a minha única certeza hoje?
Não há como eu vencer esse jogo e continuar com todas as peças intactas. E isso não me agrada nem um pouco.

Mudar assim de estratégia... Deixar pra trás o que eu já havia planejado e tido como certo, para tentar algo que se torna minha única saída... Xeque!

Não costumo pensar em como seria se não tivesse acontecido “O Acontecido”, não mais. Mas... Detesto admitir, começo a entrar em questão sobre minha habilidade de jogador diante desse paradoxo.

Alheio ao meu futuro, uma coisa acontece paralelamente: Vejo os fatos de um outro ângulo, de uma outra perspectiva... Não sei se isso será bom ou ruim... Mas está se tornando agradável saber que o meu mundo é bem maior, e descobrir novos valores e significados é surpreendente. Entretanto, algumas vezes isso fere alguns dos conceitos que me eram característicos (certezas ainda muito fortes para se refutar e se pensar sobre).

Estou num jogo sem muitas opções, as quais me levariam a diferentes finais e onde meu adversário é o mais astuto que já enfrentei, com todos seus conceitos pré-estabelecidos, certezas, preferências, estratégias e receios: Myself.

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Eis o paradoxo: Quando um de nós ganharmos, o outro vai perder. E se tratando de um jogo onde o adversário sou eu... Quais os méritos do vencedor sobre o destino do que vai perder?

Xeque Mate!
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OBS.: Esse texto foi escrito há 3 meses atrás. Isso quer dizer que já faz 9 meses desde 'o acontecido'. Só expondo idéias antigas...
 

Eu Não Preciso De Você


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"Eu não preciso de você.
O mundo é grande e o destino espera!
Não é você que vai me dar na primavera,
As flores lindas que eu sonhei no meu verão...

Eu não preciso de você.
Já fiz de tudo pra mudar meu endereço,
Já revirei a minha vida pelo avesso...
Juro por Deus não encontrei você mais não.

Carta na mesa, o jogador conhece o jogo pela regra.
Não sabe tu que eu já tirei leite de pedra
Só pra te ver sorrir pra mim não chorar...

Você foi longe, me machucando provocou a minha ira.
Só que eu nasci entre o Velame e a Macambira.
Quem é você pra derramar meu mucunzá?

Eu me criei ouvindo o toque do martelo na poeira,
Ninguém melhor que mestre Osvaldo na madeira.
Com sua arte criou muito mais de dez.

Eu me criei matando a fome com taireco e mariola,
Fazendo versos dedilhados na viola
Por entre os becos do meu velho vassoural..."


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P.S.: Rsrsrsrs... acho essa música muito show! O intérprete que eu ouço cantando é Flávio José, embora não tenha certeza se é o autor. Ela é de uma mensagem muito forte, todo dia ouço essa musica pela manhã, uma vez que minha mãe insiste no radinho de pilha... Resolvi postar como contraponto ao último post, e revelando assim minha energia matinal! srsrrsrs...
 

Sandálias Azuis

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Semana, troca de turno, meio-dia tedioso!
Papos, dor no peito. Desespero.
Mas uma pessoa surgira, titular das Sandálias Azuis.

Atenção, distração. Conveniente.
Planos para um ótimo fim-de-semana!
Peito cheio novamente.
“Dessa vez só vou amar quem me ama.”
Conselho inerente.

...

Uma sombra cresce,
A tática pensada nos bastidores toma a cena.
Manobras que a vida me apresenta.
Um fim pré-visto, ensaiado, se mostra mais valer a pena...

Pressão do coração, a covardia aparece.

Na cabeceira da cama a sandália se faz presente.
Um presente do destino,
Coisa que brinca com a gente!
E uma decisão me faz transparente.

Digo e choro,
Êxtase do desespero.
Calo, silêncio, medo.
Situação mais difícil que provoco.

Lágrimas, muitas delas!
Reflexo de tudo que se envolve.
Mão estendida, aceitação.
O amor se manifesta e se comprova enorme.

Força, vontade, gracejos e desejos acesos.
A vida construída para frente.
Sandálias Azuis que foi um presente,
Veio junto com o pior e melhor momento da gente.

Márisson Adriano Mariano.
16/10/2006
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P.S.: Nem sei ao certo porque postei isso hoje... talvez porque seja 'dias dos namorados', e tal... e esse foi um texto produzido em cima de sentimentos puros e fortes; Amor & Medo. Realmente uma época inesquecível, mas não porque eu não queira esquecer... Mas, sim, pelo fato de ter se tornado um marco.
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"Não preciso lembrar para reviver, amar para lembrar, nem ao menos estar perto para sofrer. Eu simplesmente não preciso mais."
***
 

Caça & Caçador

“Portanto, com a mesma certeza pela qual a pedra cai para a
terra, o lobo faminto enterra suas presas na carne de sua vítima,
alheio ao fato de que ele próprio é tanto o destruidor como o
destruído.” – Schopenhauer

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Às vezes agimos de formas tão automáticas (e imperceptíveis para nossa percepção – e só para ela) que mesmo aqueles que nos acompanham no dia-a-dia, nos conhecem bem, ficam surpresos com o desalinhamento do nosso ato.


Não que sejamos desnaturados.
Não que sejamos desleixados.
Não que sejamos irresponsáveis pelos nossos “espasmos” emocionais.


Não damos conta, e ponto. Nem poderíamos perceber todas as vezes que agimos pela emoção; cólera, afeto, abnegação, egoísmo, imaturidade...

Agimos da forma mais pura, porém não mais verdadeira da obra-ação consciente.

Se pudéssemos lapidar todos os nossos sentimentos, ações, pensamentos, palavras e desejos, utilizando as ferramentas da nossa própria ponderação, deixaríamos de expressar o caráter de “nós mesmos daquele momento” tornando-nos bem mais um resultado-produto do externo que nos influencia, mas levando em conta seus aspectos.

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[Imagino se Parreira, ex-técnico da nossa seleção futebolística, tivesse deixado de lado suas concepções de sua própria ponderação sobre time como equipe...]
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O problema não é o lobo estar, de fato, alheio ou não ao episódio em tornar-se destruidor e/ou destruído. Muito menos a concepção de justiça e/ou injustiça de sua vítima que sofre com a pele encravada de dentes, uma vez que sabe que aquele foi o dia do caçador. O enigma, no caso e sempre, estará na certeza incerta de que a pedra cairá para a terra.


(...)


Será que sempre?

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Obs.: Na foto, cenas de um tempo muito bom, que não volta mais e que hoje só me trazem lembranças.
 

C'est la Vie!


É isso que digo quando o mundo apresenta suas metas, seus desafios, suas promessas à mim. Para muitos, podem até ser obstáculos, mas depende mesmo do ângulo que se observa.

Aprenderemos a notar os quadros, aceitar os fatos, admirar-se com a simplicidade só quando estivermos dispostos a observá-los. A vida é bem mais simples quando se está a fim de vivê-la, e vivemos bem mais quando aceitamos os “contratempos” como fatores que a deixam mais interessante ser vivida.

É imensamente incrível quando observamos o antes e o depois de cada fase que vivemos. As diferenças, as semelhanças. Essa é uma prática de observação; enriquecedora e admirável, porque não dizer uma virtude?

Os fatores que nos transformam, aperfeiçoando-nos ao longo de nossas caminhadas são os mesmos que, às vezes, desejaríamos que não nos tivessem impostos, ou jurados, ou aparecidos.

Perderemos o ouro se não soubermos tira-lo das entranhas da terra, se tivermos receio de procurá-lo em grutas enormes e em suas emaranhadas vias, se acharmo-nos incapazes de descobri-lo nos veios de grandes rios de fortes correntes...

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E eu digo:
Se tiveres que fazer, faça.
Se tiveres que achar, ache.
Se tiveres que arriscar, arrisque.
Se tiveres que amar... faça, ache, arrisque... ame!

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Não fique parado em frente à tela da sua vida, tentando melhorar a sua imagem com um controle remoto enquanto está bem sentado, acomodado... Parado. Parado!


O que faz a vida ser instigante?
O que faz a vida ser surpreendente?
O que faz a vida se tornar o mais valioso e interativo estado?


Simples como viver, não?
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P.S.: A foto foi tirada por um amigo, Anderson Cleyton, e está disponível em seu blog (www.acbm.blogspot.com) junto com os mais interessantes textos que pude ler! Eu indico à todos que possam compreendê-los.
 

Lágrimas sem Máscaras

Ontem uma lágrima me pegou de surpresa. Escorregou pelo meu rosto de uma forma tão discreta e acanhada que só a percebi quando senti seu gosto salgado ao morrer em minha boca. Apesar de não esperá-la, como uma pessoa que até esquecera como se chora, entendi o que ela representava. Ou melhor, quem ela representava.

Embora passe uma imagem sempre forte, com decisões concretas em atos diretos, existe um “eu” escondido em mim. Escondido e em silêncio por trás dessa máscara, que se sente protegido, mas que chora a dor da solidão. Um “eu” que sempre é repreendido quando se engana com alguém... um “eu”que cansou de tentar. Que se decepcionou com as pessoas e agora finge viver, usando essa máscara como armadura.

Sentimentos de plásticos encomendados e embalados num grande laço de mentiras e ilusões. Às vezes quer gritar pro mundo ouvir, pôr pessoas contra a parede e perguntá-las “por que tem que ser assim?”.

Aquela lágrima que sorrateiramente escorregou em minha face representou exatamente o ápice da revolta desse meu “eu”, que quando no coração não cabe mais, sua dor transborda nos olhos.
Mas, quando a metade do mundo pareceu ocupada demais pra lhe dar atenção, inacessível por convenções e formalidades, e a outra lhe virou as costas, uma pessoa se sobressaiu e lhe cativou. Em meio àquela tempestade de pensamentos e sentimentos que confundiam minha cabeça apareceu-me sem nenhuma cerimônia, apresentou-se sem nenhuma cena, transpassou a muralha que eu havia construído em volta do meu coração e conseguiu chegar àquela criança que eu guardava, aquele “eu” que escondia. Sem notar me fez um bem, sem que eu percebesse conquistou minha amizade. Fez por merecer minha consideração e pouco tempo foi necessário para conquistar o lugar mais importante no meu coração!

Talvez essa pessoa não saiba o quão é importante pra mim. Talvez não tenha lhe dito com todas as letras, e por isso escrevo. Suporto esperar um mundo ocupado em sua rotina. Passo por cima daqueles que me dão as costas... Mas não conseguiria fazê-lo com alguém tão especial que passou a ser tão imprescindível pra mim.

Não preciso de pensamentos lapidados... Eu preciso de presença, ações, detalhes; molduras de um quadro que muda de tela.

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P.S.: Faz tanto tempo qque escrevi isso que nem lembro o quando. Mas resolví postar só agora.
 

Quem Somos?


“Tal uma estrela, a vida paira entre dois mundos.
Entrelaçando noite e manhã sobre a linha do horizonte.
O quão pouco sabemos sobre o que somos!
E menos ainda sobre o que podemos ser!” - Lord Byron, Don Juan.
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É indiscutível que Byron foi um gigante entre os de letras. E esse trecho é o que mais me faz refletir sobre a insignificância, miudeza, o nada de ser, e o tudo em saber, estar, conhecer.
Existem muito mais coisas nesse mundo, bem mais do que podemos ver pela janela do nosso quarto. Há quadros vivos... Sentimentos inexplicáveis... Espécies não catalogadas...
E TODOS têm algo a acrescentar a alguém, a alguma coisa, a algum lugar... Inclusive a nós mesmos!

...

Às vezes permanecer no nosso casulo é mais seguro, conveniente, fácil... Segundo a psicologia essa é a sua “zona de conforto”. Mas, o preço por continuar nela pode não ser o melhor negócio da sua vida.

Vida? Ela está é lá fora...

Saia do seu casulo, ainda está em tempo.
Redescubra o teu mundo, o mesmo diferente mundo todo dia...
Conheça outros mundos, o de outras pessoas, e de outras formas...
Observe, entenda, cresça! Ou você acaba sendo engolido por eles e pelo seu próprio mundo também.
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P.S.: A foto foi tirada em Morro Branco, Ceará. Surreal, não? Mas o teu mundo é assim também...
 

O Palco da Vida

“O mundo é um palco.
E todos seus habitantes, atores e atrizes.
Com suas deixas para entrar e sair de cena.
Representando vários papéis ao mesmo tempo.”

- Shakespeare, Assim é se lhe parece.


Um trecho que revela a condição eterna da humanidade!
Em qualquer que seja o palco, os atores estarão ali representando seu papel.

Deixas. Deixas entrar e sair de cena.
São momentos; eternos, breves. Serão sempre deixas. Deixas.
Atos que provocamos, peças que vivemos, arte que produz milagres com o que ganhamos...

Deixa! Representamos!
Uma condição que não escolhemos, mas que não nos é imposta.
Representamos muitas vezes muitos papéis. Muitos. Até quando nós não nos damos conta,
representamos ali também. Representamos o consenso, mesmo sem consentir.

Não?
Sim?

Represente em postura e atos a sua opinião, no palco da sua vida.
Conveniente? Lucrativo? Divertido?

Assim sempre será, se lhe parece...

Obs.: Na foto, minha irmãzona Samy.
 

A Primeira vez Dele

"Meus pés vão pisando a terra, que é a imagem da minha vida....
Tão vazia, mas tão bela. Tão certa, mas tão perdida!
Mas a vida é uma jornada! Pode levá-lo a qualquer lugar que você escolher.
Contanto que aprenda, você vai achar tudo aquilo que precisará saber..."


Não prometo contar tudo, mas contarei o suficiente pra subentender-me.
Bem vindos sejam ao meu mundo!

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P.S.: Estou transferindo os post's feitos em outro blog pessoal (www.relicario.blog.com) para esse, então, postarei um ou dois por dia até que tenha trazido todos para este. A razão? Aqui é melhor, mah!